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Poupar gás (e água) com o esquentador de água quente

Sempre pensei que isto fosse senso comum, mas sempre que vou a casa de alguém com esquentador de água quente reparo que a grande maioria das pessoas faz uma má utilização destes equipamentos. “Má” no sentido de desperdiçar recursos.

A maioria dos esquentadores permite controlar a entrada de gás e a entrada de água tal como nesta imagem:

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Note-se é como os símbolos da imagem não são muitos esclarecedores sobre o que cada controlo faz. Do lado direito parece indicar a “temperatura”, mas na verdade é o caudal da água (menos água = mais quente).

1º Cortar na água

Deve-se começar sempre por regular a entrada da água antes de regular a entrada do gás. Isto porque alterando o caudal, altera-se também a temperatura com que a água sai do esquentador.

No meu caso, reduzi o caudal para o mínimo (temperatura para o máximo). A pressão da água é suficiente para tomar banho e como tenho uma cabeça de chuveiro económica, dá para regular de forma a ficar com jactos ainda mais fortes.

Se, no mínimo, a pressão for demasiado fraca, é ir subindo pouquinho de cada vez até ficar aceitável.

2º Cortar no gás

A forma menos inteligente de usar água quente é pô-la bem quente e depois misturar água fria porque está quente de mais. Curiosamente, é o que muita gente faz!

É importante perceber que o esquentador não se regula sozinho consoante abrimos ou fechamos a quantidade de água quente durante o banho. Ou está ligado(e no máximo) ou está desligado.

Assim, a melhor forma para regular o esquentador é diminuir a quantidade de gás de tal forma a que a água quente saia na temperatura certa para o banho, sem ser preciso misturar água fria.

Tal como com o caudal da água, aconselho a reduzir tudo para o mínimo e testar. Se for fria de mais, soube-se um pouquinho e repete-se o teste. Desta forma todo o gás está a ser utilizado a 100%.

Coisas interessantes para hoje:

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O bom velho aquecedor a óleo

Por estes lados as temperaturas exteriores já se vão aproximando dos 0ºC o que significa que é altura de pensar em aquecer a casa a sério!

Na sala, a salamandra faz maravilhas! Especialmente desde que lhe pusemos uma Ecofan em cima, nota-se uma diferença enorme na rapidez com que aquecemos o espaço! Infelizmente, o quarto está demasiado longe para conseguir beneficiar desse calor de uma forma significativa.

E com a chegada de um bebé, os meus planos mudaram drásticamente, já que o quarto de dormir precisa de estar aquecido 24h, não dá mesmo nem para poupar durante a noite já que o conceito de “noite” desaparece um pouco :)

emissor eléctrico
emissor eléctrico

Já há 2 anos que temos no quarto um “eco-emissor eléctrico” de 1250W que, segundo dizem, é mais económico do que os outros aquecedores eléctricos. Para além disso, tem a vantagem de ser muito programável (dias da semana/horas), podermos escolher a temperatura ambiente que queremos e deixar o trabalho com ele.

No entanto, com este uso intensivo de aquecedor, o uso de kW disparou giganticamente. Foi então que pensei para mim mesmo “dizem que isto é mais económico, mas será mesmo?”

energymeterResolvi então fazer um teste prático, recorrendo mais uma vez ao meu fiel medidor de gastos energéticos.

A ideia do teste era ver o consumo deste emissor eléctrico, comparado com o de um aquecer a óleo, durante  um período de 24h (das 8h às 8h), mantendo a temperatura no quarto confortável (cerca de 18ºC).

Após as primeiras 24h, o emissor eléctrico registou 26.40kW de consumo, o que pelas minhas estimativas deve rondar um gasto de 4.80€/dia (= 142€/mês).

No dia seguinte (temperatura ambiente idêntica), pus os contadores a zero e liguei o aquecedor a óleo no nível I (consumo 800W) e regulei o termostáto para 6 (não foi aleatório. Usei um termómetro externo para ir vendo a flutuação da temperatura e perceber qual o número que devia usar para manter o quarto com uma temperatura confortável)

24h depois os registos apontavam para 18.21kW de consumo, ou seja, aproximadamente 3.31€/dia (= 99€/mês).

Não sei se estão a ver bem a magnitude disto, mas estamos a falar numa poupança de mais de 40€/mês por usar um aquecedor a óleo.

Lição (que já devia estar) aprendida: não ir com modas ou publicidade, testar as coisas em casos reais!

oil-filled-radiator125Mas as vantagens não ficam por aqui. Verifiquei que o calor com o aquecedor a óleo é diferente daquele que se consegue com o emissor térmico. Não sei explicar isto, e sei que não é muito científico, mas é de facto o que sinto. Com o emissor o calor parece desaparecer muito rápido assim que é desligado. No caso do aquecer a óleo, parece que o calor se “entranha” de algum jeito e tudo fica aquecido de forma mais homogénea. Repito, não tenho factos científicos para servirem de apoio a isto, mas é o que sinto na prática.

Acabei ainda por fazer mais experiências. Baixei o termostáto do aquecedor de 6 para 5 e registei queda de temperatura no meu termómetro externo (nada de muito grave, perto de 1ºC). No entanto, ter 17ºC ambientes com o aquecedor a óleo é tão confortável quantos os 19ºC no emissor eléctrico. Sente-se diferença. Não me perguntem porquê :)

Coisas interessantes do dia:

On Financial Independence

Whatever you read about simplicity,  you’ll often find some connection with the topic of financial independence. And its obvious why you do, as it can be rather challenging to merely try to survive in this world, if you don’t have means to sustain yourself.

Here in the internet, probably the most famous Financial Independence (FI from now on) blog and “guru” is Mr. Money Moustache(MMM), He, like many others, blogs about his own lifestyle and what strategies he discovered to work best that allow him and his family to live a healthy, fun life, without needing to “work-to-live”. The concept of FI you’ll find in most websites and blogs generally sums up to a few basic things:

  • stash some good amount of money (what is “good” depends on your age, situation, etc)
  • invest that money in stocks, funds or the like, so that you can have a good regular income from your savings and investments

MMM goes a bit beyond this, and perhaps that’s why I like him so much, and includes the idea that you should live a simple life, reduce your fixed expenses to the maximum, consider some frugality, making wiser choices when you spend money, etc.

I came to realize that my own concept of FI is a bit different from what you commonly find, and I’ll explain why.

In my life, my values come first. I’m unable to do something, or support something – directly or indirectly – if I feel it is not the right thing to do, no matter how convenient or helpful for me it might be.

One thing about this whole system we live in that I can not support is the capitalism system. This whole economic model is not only seriously flawed as it is responsible for a lot of suffering and inequality in this world. The stock market is a key part of it. It’s a casino where people and big corporations play with money, some get rich, others ruin their lives. Gambling with money in a broken system is not something I can do, as it would not be consistent with my beliefs and values.

Now, I played in the stock market before. I lost some money and I made some money. I know how easy and tempting it might be to rely on it for increasing your wealth. But we should, above all, be human beings focused on our values.

And if I have these values, I need to live according to them. It would not be right of me to say this, and then rely on stocks or similar products, to get my FI.

So, what is my definition of FI?

I don’t see FI so much as “what strategy can I adopt to get free money for the rest of my life?” but rather “what strategy can I adopt to be able to generate money for the rest of my life?”.

I like to “work”! I like to do things that I like to do. I actually like to feel productive and to contribute to society in a healthy and sustainable way. I just strongly dislike the “bullshit jobs” that we are all victim of(check the articles in my Links page to get to know more about this). I hope I will be able to “work” until the day I die. And so, for me, FI is about being able to independently, find ways to work and earn my living, without depending on a third-party to accept me to work and pay me for that work.

Over the years, as I tune my life style and “work”, I’ve been trying – and keep on trying – different things. As of today, I don’t belong to any company. I run several different activities that allow me to generate some money here and there, and with that I’ve been able to keep my FI, my free time, and free will. Not easy and not yet in that place where I can say its stable enough to live by, but I keep trying.

It’s very unlikely (although possible), that with a strategy like this you will get rich or be able to stash a lot of savings. But I don’t care so much about that. Although it’s important to have a safety cushion for possible emergencies, my take on this matter is not so much in increasing my income but reducing my expenses (a key aspect of FI).

So instead of looking for more work, I keep looking at how to reduce all the costs of my life, simplifying more things, needing less, while ensuring that my family is happy and has all the essential things.

This reminds me of a teaching from Masanobu Fukuoka and his natural farming method. He talked about how in farming and science people kept asking “what else can we do? how can we improve?” and he came to a point where he started asking “what else can I stop doing?”. Letting things be themselves and nature take its course, instead of interfering with it and thus creating more problems to fix.