Sabotagem interna

Muito recentemente tive a oportunidade de viver duas situações distintas, mas que me despertaram bastante atenção para o mesmo tópico que vou chamar de “partes da mente”.

Para além do conceito de “conhece-te a ti mesmo” aplicado na esfera espiritual, estou a descobrir de que forma o mesmo se aplica também num plano mais “mental”. Começo a aperceber-me cada vez mais da importância e peso que os nossos valores e crenças têm no funcionamento da nossa mente (ler também o artigo “Crenças – são uma caixa ou um par de asas?“).

As nossas mentes são como camadas em cima de camadas em cima de camadas em cima de camadas em cima de… ok já deu para perceber, de… tudo aquilo que nos vai construindo. Tantas memórias, associações, desejos, aspirações, medos, bloqueios, etc. Com tantos filtros a influenciar o fluxo do nosso pensamento, torna-se tão difícil estar bem sincronizado com a nossa verdadeira essência. Quando temos que tomar decisões, ou posições, sobre algo, é bom conseguir faze-lo de acordo com essa essência.

Por vezes, após já termos feito uma decisão, sentimos resistências, vemos obstáculos, criamos medos, e tudo porque essa decisão não foi feita da melhor maneira. O interessante é ver como a vida se desenrola, e como há uma ilusão que se materializa perante nós, de que “há coisas a acontecer-nos”, quando na verdade somos nós que as fazemos acontecer, ou que pedimos que aconteçam… já que essas escolhas não estão de acordo com essa nossa essência mais profunda. É quase uma sabotagem interna, da nossa própria mente a nós mesmos, mas com boas intenções!

Em ambas estas situações de que falei no início, aconteceram precisamente este tipo de coisas. Sentimentos de “algo não está bem”, desconforto, e até obstáculos externos que me permitiriam fácilmente queixar-me da vida, queixar-me que “estas coisas estão a acontecer, que azar o meu”. Mas ao analisarmos a nossa mente com mais atenção, ao desenterrar as nossas aspirações e valores mais puros por baixo de todas essas camadas, está a razão desses obstáculos, está uma voz que, se nos treinarmos a ouvi-la, consegue guiar-nos por um caminho bem mais interessante! Ao conseguir escutá-la, ficou-me muito mais claro o que deveria mudar nas minhas decisões, ou mesmo na forma como me deveria posicionar em relação a certos assuntos para estar mais de acordo com os meus valores. Quanto mais conseguirmos viver na frequência dessa nossa essência, compatível com aquilo que somos e acreditamos, mais ficamos livres de pesos, desconfortos e arrependimentos.

Conhece-te a ti mesmo, é sem dúvida um desafio interessante, a vários níveis, e interminável :)

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