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Economia da Dádiva: take 2

O livro “Da Preguiça à Produtividade” foi uma primeira experiência no modelo da economia da dádiva. Por minha culpa (inexperiência, pronto), todo o funcionamento foi muito mal explicado e as “dádivas” praticamente inexistentes.

Estava desde o início do ano a incubar umas ideias para começar alguns trabalhos em freelance, e eis que a minha natureza teimosa resolve tentar de novo a economia da dádiva :) (desta vez, com melhores explicações)

Assim, hoje fica oficialmente lançado o “Estúdio Digital” em www.estudiodigital.pt

Juntei lá não só os trabalhos que tenho vindo a fazer, mas também algumas áreas das quais sempre gostei e que nunca dei muita atenção, até há pouco tempo, nomeadamente: edição gráfica, 3D e jogos.

É uma experiência mais ousada, vamos ver como corre. É sempre bom começar o ano com coisas novas :)

glass

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Feliz natal :)

Numa pequena tertúlia sobre educação, um dos meus professores de permacultura explicava que a educação de hoje estava cada vez mais a desligar as pessoas(crianças!) dos processos naturais de aprendizagem. Estamos a dar saltos demasiado grandes para os “produtos” finais (conhecimento), sem passar por um processo importante que nos faz realmente perceber como as coisas funcionam, de onde vêm, como se montam, etc.

A tecnologia deve ser a principal culpada de isto tudo. Acho piada quando se diz que as crianças e jovens de hoje já “nascem a saber mexer em computadores”. Não há nada mais longe da verdade. Pelo contrário, não percebem absolutamente nada daquilo que estão a fazer, não sabem o que está por trás, o que faz as coisas funcionar e em que se baseiam. Apenas decoram mecânicas e fascinam-se com resultados “mágicos” nos ecrãs. Estão cada vez mais ignorantes sobre o assunto em si.

Querem usar computadores? Claro que sim. Ensinem-lhes o que é a electricidade, como circula, o que constitui um computador e como as coisas se ligam. Ensinem-lhes como é que os impulsos eléctricos se convertem em números e letras, e como tudo isso se pode programar para obter resultados “mágicos” nos ecrãs. Ensinem-lhes o processo de chegar lá.

Ontem, enquanto estava no aeroporto assisti a uma pequena cena de família, um casal e um filho. Tinha por volta de 8 ou 10 anos, e passou todo o tempo vidrado no ecrã de um tablet. A mãe queixava-se a cada 5 minutos que eles não fazia mais nada excepto ver jogos e vídeos. A dada altura chateou-se e perguntou para o pai “afinal aquilo serve para quê?”. O pai suspira e sem paciência de tocar no assunto (ou de justificar porque é que comprou aquilo) diz “serve para tudo e mais alguma coisa”.

Sei que já vai tarde, mas….. este natal, não ofereçam iPads. Ofereçam legos.
Caso contrário, o que será do mundo dos engenheiros daqui a uns anos? :)

Bom natal!